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Pequim 2008
Cubano banido do taekwondo por pontapear árbitro na cara
23.08.2008 17:50 PÚBLICO, Agências
É o caso mais grave de violência envolvendo atletas dos Jogos Olímpicos de Pequim. Um atleta cubano de taekwondo, Ángel Matos, e o seu treinador foram hoje banidos, depois de Matos ter pontapeado o árbitro na cara, na sequência da sua desqualificação no combate para a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim.
O treinador de Matos, Leudis González, recusou apresentar um pedido de desculpas pela agressão, que ocorreu durante o combate que decidia os terceiro e quarto lugares na categoria mais de 80 kg.
Matos liderava o combate por 3-2, no segundo round, quando foi atingido pelo adversário, Arman Chilmanov, e foi ao tapete. Enquanto aguardava por assistência médica, o juiz-árbitro do encontro desqualificou o cubano por ter ultrapassado o tempo máximo permitido para ser assistido. Nos combates de taekwondo, esse tempo máximo é de um minuto.
Na sequência da decisão, Matos dirigiu-se agressivamente ao árbitro, questionando o juiz e, no meio de empurrões e berros, aplicou um pontapé na cara do árbitro sueco Chakir Chelbat. Depois, cuspiu no tapete e acabou por ser escoltado para fora.
"Ele foi demasiado rigoroso", argumentou o cubano, referindo-se à actuação do árbitro no momento em que o juiz o desqualificou. Em declarações aos jornalistas, denunciou que o combate estava combinado, acusando depois o seu adversário cazaque de ter oferecido dinheiro ao árbitro.
A Federação Mundial de Taekwondo reagiu com mão pesada. "Trata-se de uma violação muito grave do espírito do taekwondo e dos Jogos Olímpicos", lê-se num comunicado emitido pela federação, que pretende banir o atleta e o treinador para sempre de todas as competições organizadas ou sob responsabilidade daquela entidade. Além disso, os registos desportivos e resultados de Matos em Pequim serão apagados, afirma a federação.
No primeiro encontro, Matos derrotou o italiano Leonardo Basile, prosseguiu com uma vitória sobre o chinês Liu Xiaobo nos quartos-de-final, perdendo depois com Cha Dong-min, nas meias-finais. Por isso, Matos seguiu para o combate da medalha de bronze, que terminou logo após a agressão ao árbitro (veja um vídeo em http://video.google.com/videoplay?docid=-5056384966282527680&ei=N8iwSNyaE4SUqQKEjYnlDA&q=angel+matos&vt=lf)
"Quanto a mim, era óbvio que ele não podia continuar", disse o árbitro agredido. "Ele [Matos] tinha um dedo do pé esquerdo partido."
Matos foi campeão olímpico na sua categoria em Sydney, nos Jogos de 2000, tendo na altura dedicado a vitória à sua mãe, que faleceu no dia da abertura desses Jogos. Em Atenas 2004, o cubano foi 11.º classificado.
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28.08.2008 13:16 - JManuel, Luanda-Angola |
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Agressões idênticas ao do cubano referido acima deveriam ser alvo de responsabilidade criminal de acordo com a lei vigente no país aonde ocorreu a agressão. A violência no desporto deve ser banida!!! Quem é violente e não sabe reagir socialmente à uma injustiça ( de acordo com o seu ponto de vista) não deve se quer concorrer a alguma vaga nas competições desportivas. |
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25.08.2008 12:33 - mars, mclandia |
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o que o comentário do sr Paulo Semedo é também muito útil para fazer uma radiografia desta sociedade fast- food onde se dá mais valor ao "parecer", porque "Ser" exige esforço.
E quem quer fazer esforço, na sociedade que promove a satisfação imediata e em que muitas crianças exigem e muitos pais dão, no segundo seguinte, para fugir do esforço de educar e sem sequer as mentalizar do esforço que fizeram para a criança ter tudo e mais alguma coisa e ainda desprezar os pais porque, "o teu carro é tão bera" ou " a joaninha tem uma mesada maior" . |
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24.08.2008 14:20 - Hendrix, Porto |
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Sem querer tecer qualquer comentário de índole política, que considero completamente acessório para esta notícia em concreto, apenas uma palavra ao "Faialense" acerca da sua afirmação "Estes cubanos deviam ir todos mijar ao copinho depois das provas...". Meu caro, a suspeição que lança, para além de infundada e desconexada é injusta. A realidade desportiva de Cuba revela-nos um país pródigo em formar atletas do mais alto nível em diversos desportos, nomeadamente em disciplinas técnicas, como são, por exemplo, as provas de saltos e barreiras do Atletismo, desporto que melhor acompanho. É um país que com os seus parcos recursos consegue resultados extraordinários, e isto, arrisco-me a dizer, é uma verdade absoluta. Que o digam a Espanha e Itália que nos últimos anos têm naturalizado imensos atletas cubanos, alguns dos quais campeões mundiais. Relativamente à atitude do lutador, condeno-a veemente, e merecido o seu castigo. Quanto aos comentários políticos, e os fantasmas dos "lápis azuis" aqui mencionados, penso que todos estes comentadores pseudo-intelectuais afoitos ao desporto e ansiosos por libertar a sua verborreia política deviam abster-se de comentar estas notícias. |
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24.08.2008 09:38 - JC, Alverca |
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O Sr. Jaime de Almada, certamente desejaria um Estado Português sectário e de parasitas, como o estado cubano. A diferença é que apesar de tudo as pessoas têm direito de escolha. |
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24.08.2008 04:37 - Fábio, Portugal |
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A quem não tenha visto o vídeo (ou visto o combate, que tive a oportunidade de ver na altura): o cubano estava a ganhar e pediu atendimento médico. No Taekwondo, o atleta tem direito a 1 minuto para ser atendido. O tempo estava a ser mostrado nos ecrãs e ouve-se claramente o árbitro a dizer "ten seconds", a avisar q só faltavam 10 segundos.
Ao que me parece, ao cubano não faltaram avisos. De qualquer maneira, poderia recorrer da decisão, como fizeram os britânicos e, com razão, conseguiram.
Só para constar: no judo, o atendimento médico é proibido, a não ser que o atleta esteja a sangrar. Isto deve-se ao facto de muitos atletas, antigamente, pedirem atendimento médico quando estavam a ganhar, para arrefecer a luta. |
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24.08.2008 04:25 - M. Pereira, Carnaxide |
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Não sei como mas o comentário do sr. Pedro Lopes a que me referia "desapareceu" daqui (???!!!)
No entanto o seu comentário das 23:18 mostra uma vez mais o seu preconceito: tem razão quanto ao pontapé, que é indesculpável, mas então ACHA NORMAL QUE O COMBATE "CONTINUE" ENQUANTO UM DOS ATLETAS ESTÁ A RECEBER TRATAMENTO MÉDICO?? Espere para ver o que vai acontecer ao árbitro depois dos jogos...A Inglaterra já recuperou um combate que tinha perdido depois de reclamar na secretaria, há dias. Neste caso, o que sucedeu a seguir inviabiliza sequer (moralmente) que os cubanos façam uma reclamação...A arbitragem é um problema bem conhecido do taekwondo e pode acontecer que um tipo perca a cabeça depois de estar anos a preparar-se para uns jogos olímpicos, estar à beira duma medalha e perder desta maneira. Esta é a verdade, tal como é verdade que um pontapé não faz parte do desporto ou das relações humanas civilizadas.
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24.08.2008 03:06 - faialense, horta, Faial |
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O hilário é que no jornal oficial cubano (Granma) este episódio é olimpicamente ignorado...
Nada como o lápis azul para riscar aquilo que não interessa...
Provavelmente "los doctores de La Revolucion" devem ter exagerado na dose anabolizante injectada no rapaz.
Este cubanos deviam ir todos mijar ao copinho depois das provas... |
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24.08.2008 02:13 - Oa, oeiras |
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Os meus sinceros parabéns aos comentários do anónimo de Lisboa das 00:04 e de Paulo Semedo de Coimbra pelos seus comentários. |
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24.08.2008 01:07 - Paulo Semedo, Coimbra |
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Quando há energúmenos que escrevem que o árbitro merecia levar o pontapé está tudo dito: não sabem o que é desporto e muito menos desportos de combate como este ou outro qualquer. Mesmo que o árbitro tenha cometido o erro mais grosseiro do mundo, é intocável, em qualquer situação. É evidente que em Portugal pouca gente gosta verdadeiramente de desporto (incluindo futebol) mas apenas de clubes, truques sujos, insultos, intermináveis discussões estéreis sobre questões e gente menosr, etc. O desporto é também cultura, educação, fair-play, auto-controlo, respeito pelas regras e pelo adversário. Uma das coisas que mais me incomodam é o hábito das pessoas assobiarem o nome dos adversários quando são anunciados. A nossa vitória ou derrota só é honrosa se os adversários forem suficientemente bons. Só assim haberá Honra na nossa derrota e Glória na nossa vitória. Se forem fracos não significará nem uma coisa nem outra. Mas hoje em dia a Honra é uma palavra perdida, no sentido e na prática. |
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24.08.2008 00:04 - Anónimo, Lisboa |
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Senhor Pedro Lopes, não tente relacionar o que não tem relação. Os seus preconceitos políticos nada têm a ver com uma questão puramente desportiva. Por exemplo, quem não se lembra de um determinado jogador português, que há uns anos teve uma atitude pouco desportiva em relação a um árbitro, num local não muito longe de Pequim? O seu comentário é perfeitamente infeliz. |
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Os portugueses nos jogos olímpicos |
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 pódio (medalhas de ouro) |
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O ‘Ninho de Pássaro’ encanta |
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 o número |
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1432
número de dias que faltam para o início da próxima edição dos Jogos Olímpicos, que vão realizar-se entre 27 de Julho e 12 de Agosto de 2012
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 a frase |
| "Apesar das declarações palermas, a forma como ele [Marco Fortes] foi corrido de Pequim é indigna: Fortes acabou punido por aquilo que disse e não por aquilo que fez, uma atitude muito chinesa, sem dúvida, mas pouco olímpica." |
| João Miguel Tavares, jornalista, "Diário de Notícias", 25/08/2008 |
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